Home Data de criação : 07/10/23 Última atualização : 07/12/04 23:20 / 17 Artigos publicados

A Vendedora de Fósforos  (crônicas, poesias, textos...) escrito em quinta 08 novembro 2007 16:10

fosforos, menina, vendedora

 Era noite de Natal e uma vendedora de fósforos andava pelas ruas geladas. As pessoas passavam apressadas e não reparavam sua presença, todos com pressa para preparar a ceia, mas a menina não podia chegar em casa sem ter vendido ao menos uma caixinha de fósforo, seria duramente castigada.

 A menina andava descalça, tinha perdido seus sapatos, e tentava, desajeitadamente, oferecer fósforo às pessoas que passavam.

 Cansada e temendo o castigo que receberia em casa, sentou-se em uma escada numa ruela escura. Sentia-se meio febril e não tinha um bom casaco para se aquecer. Sabia que, de qualquer forma seria castigada ao chegar em casa, então decidiu usar os fósforos para tentar fazer uma fogueira, mas se perdeu num sonho dentro da chama do fósforo: via uma linda Árvore de Natal, como a que sempre sonhara ter. Logo o fósforo apagou e ela viu que tudo não havia passado de um sonho.

 Resolveu então acender outro fósforo. Novamente se perdera na imagem de um sonho. Agora via um belo peru de Natal, a esperando sobre uma mesa com muitos pratos, que nem o nome sabia. Mas o fósforo tornou a apagar e ela voltou a sua triste realidade.

 Imediatamente acendeu outro, e a chama lhe mostrou uma pessoa. A avó, a única que havia realmente a amado e tratado com bondade -mas que já havia partido desse mundo- começou a aproximar-se dela. desesperadamente a menina começou a acender um fósforo atrás do outro para não perder aquela imagem. A avó chegou perto dela sorrindo e com um terno abraço a convidou para ir embora com ela. A menina sorriu verdadeiramente: ela iria com a avó para um lugar como em seus sonhos; sem dor, tristeza, fome ou qualquer coisa ruim. Um lugar onde alguém a amaria realmente. Agarrou-se a avó e foi subindo com ela em direção ao céu estrelado. Lá sempre seria Natal, sempre haveria festas e presentes, e ela seria amada de verdade.

 No outro dia, pessoas que passavam pela rua encontraram o corpo da menina gelado encostado na escada. Apesar da pena de ver uma criança morrer de tal forma, todos notaram a leve expressão de paz que havia em seu rosto, e se perguntavam com o que ela havia sonhado naquela noite. 

Obs.: Esse texto é uma adaptação que fiz de uma história que li, pela primeira vez aos sete anos, num livro de contos! Espero que como eu, vocês gostem. 

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Todos os comentários desse artigo:
A Vendedora de Fósforos

  • Gabriela

    Qua 05 Dez 2007 13:28

    Já havia lido esse texto no meu livro de Português e é realmente mágico.
    Bonito blog. Parabéns!

  • Banco de Metrô

    Ter 04 Dez 2007 16:05

    Muito bom o texto, parabéns!!!!!!

  • Carol Wolff

    Ter 27 Nov 2007 15:14

    Nossa que lindo texto *_* adorei!!

    Bjão =]]

  • Mah

    Dom 18 Nov 2007 22:32

    Esse conto eh taum triste =/ mas eh lindo!!
    bjoooss!

  • DANILO CAIXETA mailto

    Sáb 10 Nov 2007 22:21

    ADOREI A CRÔNICA... ACHO QUE UM POUQUINHO DE REFLEXÃO... O FAMOSO "PARAR PRA PENSAR" FAZ PARTE DA VIDA DE QUALQUER UM.
    PARABÉNS!!!

  • Jéssica

    Sáb 10 Nov 2007 14:45

    Mesmo tendo um final tragico não deixou de ser um belo texto de significado especial e tocante! É mesmo um belo conto, e dá pra perceber porque ficou marcado na memoria da menina de 7 anos!
    Parabéns!

  • Luiza

    Sex 09 Nov 2007 01:43

    Oi querida, que bom que tu gostou dos textos!
    Obrigada pelos elogios, eu sou super insegura, adoro o que escrevo, mas sempre acho que só eu gosto, então quando aparece outro alguem gostando fico muito alegre.
    E fico mais alegre ainda de vim parar nos teus favoritos.
    Beijoca

  • carlos mailto

    Sex 09 Nov 2007 00:46

    massa seu blog
    show aqui
    visita o meu

  • ...Raphael mailto

    Sex 09 Nov 2007 00:06

    Muito bom o texto ... mesmo por ser pequeno passa uma grande mensagem !!

    Abraço e parabéns pelo blog !

  • Fernando mailto

    Qui 08 Nov 2007 20:32

    História triste, mas muito bonita. Dava um curta-metragem. Imaginei a garotinha vendo isto na chama.

    Gostei do tema abordado, pois ao imaginar isto, a época em que o fato ocorre, enfim, me senti desconfortável. Igual ficamos quando vemos uma criança de rua no semáforo, que tentamos ajudar à nossa maneira e mesmo assim, continuamos a nos achar culpados por ele estar daquele jeito.

    E se teu texto me deixou assim, com certeza deixou outros também, pois escreves de uma forma crescente, ou como diria a Dri, do Multiversos, (http://multi-versos.blogspot.com/) de um jeito visceral.

    Bom, ainda não li os outros textos, mas vou dar uma olhada. e se escrever sempre dessa forma profunda, putz, de antemão a parabenizo!

    Abraços!