Home Data de criação : 07/10/23 Última atualização : 11/10/17 20:10 / 17 Artigos publicados

Pequeninos de Correntes  (crônicas, poesias, textos...) escrito em terça 04 dezembro 2007 20:20

Blog de rharrys2bell :Rharry Belloti, Pequeninos de Correntes

 Eu tenho só 15 anos e vejo como tudo mudou. Quando tinha cinco anos, brincava com as crianças da rua de bola, de pique, de comidinha e de qualquer coisa. às vezes, quando passava um carro, a gente saia correndo atrás dele fazendo maior farra, e quando um caía rolávamos de rir, brincávamos sozinhos até de noite e depois sentávamos na calçada pra relembrar as brincadeiras. Hoje não vejo mais crianças, elas dizem que correr é coisa de moleque...e quer coisa melhor que ser moleque?? Que rola na lama, senta nagrama, come doce, esconde as coisas...O que pode ser melhor que isso??

 Quando tocamos nesse assunto todos logo falam "é a violência que nos tira a liberdade", mas a sede de vida nos olhos da criança, será que é a violência que tira também??

 A verdade é que o mundo em que vivemos tira a sede de vida, o tal mercado de trabalho que exige mão de obra altamente qualificada, tira a oportunidade das crianças provarem o gostinho doce de ser criança, o mundo organizado tira a oportunidade das crianças fazerem uma guerra de travesseiros na casa de um coleguinha, o mundo do dinheiro que dá tudo para uma criança tira dela o melhor que ela poderia ter: Ser Criança!!

 As crianças da minha rua (e do mundo inteiro) agora, estão acorrentadas no curso de inglês, ou informática, ou em qualquer lugar onde elas não possam ser crianças. Com os pés presos a correntes que machucam, deixam feridas que vão torná-las pessoas ricas e vazias.

 Agora, está nas mãos dos pais tornarem seus filhos grandes pessoas, com experiências inesquecíveis. Posso até estar errada, não sei, não sou mãe pra dizer... 

  

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Rhayssa e Ramon  (vídeos) escrito em sábado 01 dezembro 2007 11:08

 Vídeo que meu amor fez pra mim...muito fofo!!!!!!!!Te amo, Ramon...
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ELE É O CARA!! será???  (Caixa de Futilidades) escrito em terça 27 novembro 2007 15:19

Blog de rharrys2bell :Rharry Belloti, ELE É O CARA!! será???

 Eu, leitora assídua, amante, admiradora, fã e totalmente louca pela revista CAPRICHO não posso deixar de me manifestar sobre a matéria que apareceu na edição que comprei ontem ( com a Fernandinha Souza na capa).

 Na seção "V.I.P. bate papo" veio uma matéria sobre o Brad Pitt, ótima matéria e reconheço nele todas as qualidades ali citadas.

 Não é uma crítica a revista, muito menos ao Brad, ok... acho que é uma crítica à falta de lealdade entre as mulheres. Pois bem, o perfeito do Brad Pitt que é um super-gato, um super-ator, um super-pai, um super-marido (é o que parece), um supre-ídolo, um super-defensor do mundo justo, um super-colaborador para os problemas do mundo...não deixa de ser um super-traidor também. 

 O cara era casado com a Jennifer, que eu particularmente adoro, começou a fazer um filme (Sr. e Sra Smitch) com uma super-morena (Angelina, que por incrível que pareça eu adoro mil vezes mais), e trocou a esposa com quem vivia um super conto de fadas pela Sra Smitch (e ainda deixou o Sr. Smitch solteiro).

 Tudo bem, que hoje, ele e a Angelina vivem um casamento lindo, daqueles que todo mundo quer ter um igual...mas, convenhamos que o Brad não pode ser considerado PERFEITO POR COMPLETO!! Afinal, traição não destrói qualquer homem?? Ele e sua esposa estão lindos e famosos, mas lembra como a Jenni ficou naquela época??? 

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A Vendedora de Fósforos  (crônicas, poesias, textos...) escrito em quinta 08 novembro 2007 13:10

Blog de rharrys2bell :Rharry Belloti, A Vendedora de Fósforos

 Era noite de Natal e uma vendedora de fósforos andava pelas ruas geladas. As pessoas passavam apressadas e não reparavam sua presença, todos com pressa para preparar a ceia, mas a menina não podia chegar em casa sem ter vendido ao menos uma caixinha de fósforo, seria duramente castigada.

 A menina andava descalça, tinha perdido seus sapatos, e tentava, desajeitadamente, oferecer fósforo às pessoas que passavam.

 Cansada e temendo o castigo que receberia em casa, sentou-se em uma escada numa ruela escura. Sentia-se meio febril e não tinha um bom casaco para se aquecer. Sabia que, de qualquer forma seria castigada ao chegar em casa, então decidiu usar os fósforos para tentar fazer uma fogueira, mas se perdeu num sonho dentro da chama do fósforo: via uma linda Árvore de Natal, como a que sempre sonhara ter. Logo o fósforo apagou e ela viu que tudo não havia passado de um sonho.

 Resolveu então acender outro fósforo. Novamente se perdera na imagem de um sonho. Agora via um belo peru de Natal, a esperando sobre uma mesa com muitos pratos, que nem o nome sabia. Mas o fósforo tornou a apagar e ela voltou a sua triste realidade.

 Imediatamente acendeu outro, e a chama lhe mostrou uma pessoa. A avó, a única que havia realmente a amado e tratado com bondade -mas que já havia partido desse mundo- começou a aproximar-se dela. desesperadamente a menina começou a acender um fósforo atrás do outro para não perder aquela imagem. A avó chegou perto dela sorrindo e com um terno abraço a convidou para ir embora com ela. A menina sorriu verdadeiramente: ela iria com a avó para um lugar como em seus sonhos; sem dor, tristeza, fome ou qualquer coisa ruim. Um lugar onde alguém a amaria realmente. Agarrou-se a avó e foi subindo com ela em direção ao céu estrelado. Lá sempre seria Natal, sempre haveria festas e presentes, e ela seria amada de verdade.

 No outro dia, pessoas que passavam pela rua encontraram o corpo da menina gelado encostado na escada. Apesar da pena de ver uma criança morrer de tal forma, todos notaram a leve expressão de paz que havia em seu rosto, e se perguntavam com o que ela havia sonhado naquela noite. 

Obs.: Esse texto é uma adaptação que fiz de uma história que li, pela primeira vez aos sete anos, num livro de contos! Espero que como eu, vocês gostem. 

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O Homem e A Lua  (crônicas, poesias, textos...) escrito em terça 06 novembro 2007 13:05


O homem caminha,

Sob o céu castiga-se.

O vento consome o corpo,

E o prazer de sentir-se fazendo justiça

Ao próprio crime, ao próprio corpo

Não o permite chorar.

Suas respostas só a Lua tem,

Mas Ela não está presente.

Clama por Ela,

Surdo e "morto" que estás

Não escuta sua resposta,

Menos ainda sente sua presença.

Tolo que és!

Não sabe que a Lua tem que ser sentida

E que para senti-la é preciso sentir a ti mesmo. 

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